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sábado, 27 de julho de 2013

Na periferia do Rio de Janeiro papa visita a Assembleia de Deus.

Durante sua visita à favela de Varginha, no complexo de Manguinhos no Rio de Janeiro no último dia 25, o Papa Francisco visitou um templo da Igreja Assembleia de Deus.

De acordo com o padre Márcio Queiróz, que acompanhou o papa na favela, Francisco estava passando em frente à Igreja e quando soube que havia um grupo de crentes lá dentro pediu para entrar, pois queria cumprimentá-los. O papa conversou por alguns instantes com o pastor e convidou a todos os presentes para rezarem o Pai Nosso. O porta-voz do Vaticano, o padre Frederico Lombardi, confirmou a informação.

O ato de visitar um templo pentecostal na periferia tem um significado simbólico bastante forte. Os pentecostais são o grupo religioso que mais cresce nas regiões pobres das grandes cidades latino-americanas. As igrejas evangélicas fazem parte da paisagem urbana das favelas e bairros mais pobres das metrópoles, onde formam redes de solidariedade entre os moradores que se convertem. Estas mesmas regiões têm ocupado lugar de destaque nos discursos do papa, que também é latino-americano.

A visita de Francisco à Assembleia de Deus abre a oportunidade para a reflexão sobre o papel que as igrejas tem ocupado no cotidiano das comunidades carentes do país, e como estas se apresentam diante do olhar de outras religiões.


Com informações da agência EBC

Atualização em 2/8/2013: 

Por mais que se procure na internet, não se conseguiu encontrar sequer uma foto ou filmagem do momento em que o papa conversou com os membros da Assembleia de Deus. No entanto, há uma entrevista com um dos pastores que o recepcionou. Diferente do que informamos antes, Francisco não entrou na igreja, mas pediu para orar com os irmãos. Veja o vídeo: 




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Comissão da Verdade vai discutir atuação de igrejas durante regime militar


Com informações da Agência Brasil

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Comissão Nacional da Verdade criou um grupo de trabalho para analisar o papel das igrejas Católica e da evangélica durante o regime militar (1964-1985). A primeira reunião será na quinta-feira (8), em São Paulo. O grupo pretende aprofundar as discussões sobre a atuação que as igrejas e os religiosos tiveram tanto na resistência ao regime militar quanto na colaboração com a repressão.
O trabalho do grupo será todo desenvolvido com a assessoria de pesquisadores autônomos e da sociedade civil especializados em ciências da religião, história e sociologia. No primeiro encontro, eles apresentarão os temas de pesquisa e farão o planejamento da agenda de trabalho para os próximos meses. A coordenação dos trabalhos é do professor Paulo Sérgio Pinheiro, membro da comissão.

Na próxima semana, entre os dias 16 e 18, a Comissão Nacional da Verdade terá atividades no interior do Pará para averiguar questões referentes à Guerrilha do Araguaia, ocorrida no período de 1960 a 1970. Um dos temas será a análise sobre a atuação na guerrilha da etnia Suruí, que atualmente vive na Terra Indígena Sororó. Há controvérsias sobre o assunto apesar de existir informações sobre a exploração de indígenas desse grupo pelos militares.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Acabam de ser divulgados os resultados do Censo 2010 sobre Religião


O IBGE acaba de divulgar os resultados do Censo 2010 referentes à religião. Também foram divulgados dados sobre cor ou raça, características gerais da população e pessoas com deficiência. 

Uma primeira observação geral sobre os resultados referentes à religião aponta para uma tendência que já vem sendo observada nas últimas décadas: a diminuição do número de católicos e o aumento dos evangélicos (em especial dos pentecostais)  dos sem religião.  
Os católicos passaram de 73,6% da população em 2000 para 64,6% em 2010 (cerca de 123 milhões de adeptos em um universo de 190 milhões de habitantes. No ano 2000 eram 125 milhões em um universo de 169 milhões de habitantes), já os evangélicos passaram de 15,4% para 22,2% (um aumento de 16 milhões em dez anos, já que em 2000 eram 26,2 milhões e chegaram 42,3em 2010). 
Os sem religião, passaram de 7,3% para 8,0%, um aumento de 2,8 milhões. Vale a pena lembrar que o grupo "sem religião" não é formado necessariamente por ateus, mas por pessoas que não estão ligadas a nenhuma instituição religiosa, embora possam exercer suas crenças pessoais. Os ateus propriamente ditos somam  cerca de 615 mil pessoas, enquanto os agnósticos 124 mil. Os espíritas passaram de 1,3% (2,3 milhões) da população para 2,0% (3,8 milhões). Enquanto os praticantes da umbanda e camdomblé mantiveram-se em 0,3% (cerca de 570 mil pessoas em 2010). 
Na próxima postagem comentarei as mudanças nos números das igrejas pentecostais.