quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PUC/SP oferece curso de extensão sobre o pentecostalismo no século XXI

A PUC - SP oferece a partir do dia 22 de março o curso de extensão "Pentecostalismo no século XXI - mudanças e novas perspectivas". A inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de março e as aulas serão ministradas em 10 encontros aos sábados.

A equipe de professores é formada por pesquisadores do Grupo de Estudos do Protestantismo e Pentecostalismo (GEPP) que se reúne quinzenalmente na PUC-SP. O coordenador tanto do grupo quanto do curso é o Prof. Dr. Edin Sued Abumanssur.

Além do coordenador, fazem parte da equipe de professores os doutores Gedeon Freire de Alencar, Gerson Leite de Moraes, João Décio Passos, Marina Correa, além dos mestres Eduardo Meimberg, Samuel Valério e Vagner Marques. Todos pesquisadores com relevantes trabalhos na área.

Os temas abordados nos 10 encontros serão:
  • As origens do pentecostalismo na Europa e nos EUA
  • O Surgimento do Pentecostalismo no Brasil. As Ad´s e a CCB
  • Pentecostalismo e Religiosidade Popular
  • O Neopontecostalismo e as Novas Igrejas Pentecostais
  • Pentecostalismo e Mídia
  • Pentecostalismo e Violência
  • Pentecostalismo e Sexualidade
  • Pentecostalismo e Política
  • Quantos são os Pentecostais. O censo de 2010
  • Um século de Pentecostalismo no Brasil
No site da PUC-SP é possível obter maiores informações o curso.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A celebração da primeira páscoa (Série Êxodo na Escola Dominical)

Na semana anterior falamos sobre as pragas do Egito, as propostas de faraó a Moisés e aos israelitas, bem como o significado que estes atos divinos tiveram tanto para os israelitas quanto para o império egípcio.

No entanto, falamos apenas sobre as primeiras nove pragas, cada uma delas destacando um aspecto da soberania divina frente às divindades egípcias. Faltou falar da última praga, que adquiriu um significado ainda maior para os hebreus.

A última praga colocou em xeque o poder pessoal do próprio faraó, considerado também uma divindade. O texto de Ex 12 faz questão de destacar que a praga da morte dos primogênitos afetou a todas as famílias egípcias, a começar pela casa de seu maior governante.Tão grande calamidade colocou em risco a posteridade do império egípcio, já que os principais herdeiros de todas as famílias haviam morrido. De fato, tal situação não é nada comum!

Igualmente incomum é imaginar um império como o egípcio abrir mão de uma de suas principais forças de trabalho por conta de uma sucessão de calamidades anunciadas por um homem que surge do deserto com o único objetivo de libertar da escravidão seu povo de origem, depois de quarenta anos vivendo longe deste povo, tudo isto sob a ordem de um Deus invisível!

Foi por intermédio de todas estas situações que o povo foi liberto da escravidão, ainda que o faraó não tivesse "amolecido" de fato o coração e posteriormente voltasse atrás em sua decisão, como veremos na próxima lição.

Para a lição desta semana, o que deve ser destacado é o significado que a saída do povo do Egito ganhou para os israelitas. Primeiramente, Deus orienta a Moisés que seu povo apenas estaria livre da matança dos primogênitos se tivessem na verga da porta de suas casas um pouco do sangue do cordeiro ou do bode que cada família deveria sacrificar.  (Como destacaram Pfeiffer e Harrison, "não no chão para que fosse pisado, mas na porta, para que fosse visto"). Desta forma, o Deus dos hebreus se revela como aquele que, embora maior que todo o império egípcio, está disposto a salvar e livrar o o ignorado povo hebreu, desde que este povo aceite os termos do sacrifício proposto. Através da morte do cordeiro cada família seria salva. Não é preciso relembrar que todo este simbolismo aponta de forma evidente para o sacrifício de Cristo. Além disso, o fato de os hebreus comerem a carne do animal morto em comemoração à sua libertação nos faz lembrar da celebração cristã da Ceia, em que participamos do corpo de Cristo representado no pão, como símbolo de nossa ligação com ele e da vitória sobre o pecado. Neste sentido a páscoa, mais do que um mero costume judeu, apontava para o sacrifício perfeito que alcançaria toda a humanidade. Como afirmamos no post passado não podemos deixar de ler o Êxodo tendo a obra de Cristo como pano de fundo. Temos que ler o Êxodo, bem como todo o Antigo Testamento com as lentes do Novo Testamento.

Assim instituí-se a Pesach, a Páscoa dos hebreus, evento em que mediante a refeição de pães sem fermento, ervas amargas, além do próprio cordeiro, os judeus relembram-se das humilhantes condições de escravidão no Egito e também da forma extraordinária como Deus os libertou. A primeira Páscoa, registrada a partir do cap. 12 do Êxodo, aconteceu sob circunstâncias incomuns: os hebreus deveriam comer "com as malas feitas" e prontos para saírem a qualquer momento, eis o porquê dos pães sem fermento: não haveria tempo para prepará-los do modo convencional

Assim, a Páscoa tornou-se um memorial para os hebreus, um ritual que deveria obrigatoriamente ser repetido todos os anos. Dentre os aspectos que deveriam ser lembrados estavam: a aflição dos tempos da escravidão, o comer preparado para sair e a comemoração em família.  A primeira páscoa marcou também o início de um novo calendário para os hebreus: ali começava um novo mês e um novo ano. Em termos históricos, poucas datas receberam tanta atenção ao ponto de darem origem a um novo calendário. Enfim, a Páscoa representava um novo começo para os hebreus, que dali para frente seriam de fato uma nação, a nação de Israel.

Todos estes aspectos podem ser aplicados para nossos dias. Paulo afirma aos filipenses que não se cansava de falar sempre as mesmas coisas (Fl 3.1). Ou seja, há coisas na vida cristã que devem ser repetidas o tempo todo pois jamais podem ser esquecidas. Para os judeus a Páscoa e as demais festas que posteriormente seriam estabelecidas no calendário religioso tinham esta função. Na vida cristã há coisas que devem ser lembradas o tempo todo. Eis o porquê das palavras de Cristo ao servir sua última Ceia: fazei isto em memória de mim...

A identidade da nação israelita nasceu no ato de livramento do Egito, por isso, lembrar-se da Páscoa era fortalecer a identidade do povo. Transferindo tal noção para nossos dias podemos afirmar: se nos esquecermos do valor da morte de Cristo perdemos por completo nossa identidade cristã...

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pensando rápido (3): A raiva e o sono

                                                                                                                                                                                                                       

"Não é bom fazer o corpo dormir enquanto a raiva está acordada!"                                                                                                              (Elben Lenz César - Pastor e fundador da Revista Ultimato)



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó (Série Êxodo na Escola Dominical)


O relato das dez pragas lançadas contra o império egípcio é sem dúvida um dos mais marcantes do Antigo Testamento. Podemos entender as dez pragas como uma resposta de Deus à pergunta de Faraó: "Quem é o Senhor, para que eu lhe obedeça e deixe Israel sair?"( Êx 5.2 ). De fato, o que está em questão no relato é a superioridade do Deus dos hebreus em relação aos deuses do Egito.

É interessante lembrar que o Deus adorado pelos hebreus, diferente de todas as divindades cultuadas pelos egípcios não possuía e não possui qualquer representação através de imagens ou escultura (este inclusive se tornaria posteriormente o segundo mandamento dado aos hebreus: a proibição quanto à criação de imagens que representassem Deus). Assim, muito mais que uma mera punição ao Faraó, as pragas apontam para a superioridade do Deus hebreu em relação a todos os elementos da natureza que os egípcios consideravam deuses.

A primeira das pragas, por exemplo, a de transformar água em sangue, mexia com o elemento natural responsável por transformar o Egito em um Império em meio ao deserto: o rio Nilo. De fato, o grande rio era responsável por fornecer vida a um Império cravado em uma região desértica. Assim, mais do que um rio, o Nilo era considerado um deus. E foi ali que a primeira das demonstrações da existência e superioridade de Deus se manifestou.

E assim aconteceu com as outras pragas: rãs, piolhos, moscas, doenças nos animais, saraivas, gafanhotos, trevas apalpáveis (ou seja, causada por tempestades de areia) e por fim a morte dos primogênitos (que será estudada na próxima lição). Enfim, todas elas estavam de alguma forma relacionadas a "desbancar" alguma divindade egípcia. Parte delas foram antecipadas por avisos por parte de Moisés e outras vieram sem aviso prévio. Em algumas delas faz-se questão de dizer que os hebreus não foram afetados. Das duas primeiras os magos egípcios conseguiram fazer uma "cópia" (resistindo a Moisés, conforme II Tm 3.8), das demais, não.

O foco da lição da CPAD para as pragas está nos diálogos e nas propostas apresentadas pelo Faraó a Moisés. Neste ponto gostaria de destacar dois elementos. O primeiro deles é a questão de Faraó ter endurecido o coração, tema debatido pelo apóstolo Paulo em Romanos capítulo 9 e que tem sido fonte de inúmeros debates sobre o livre arbítrio humano. Entendo que o texto bíblico nos indica que Deus utilizou o já endurecido coração do líder egípcio, acentuando inclusive esta tendência,  para mostrar ao próprio Faraó, aos egípcios, aos hebreus e às gerações futuras a sua glória e soberania, embora isto não isente Faraó de sua culpa. Isto nos mostra que mesmo o duro coração humano não é um impedimento para que Deus faça cumprir seus propósitos de redenção da humanidade, nem mesmo uma barreira para a manifestação de sua glória (embora o coração que se endureceu não participe desta experiência).

O segundo aspecto é com relação às "brechas" que Faraó abriu para a negociação com Moisés (permitir que o povo sacrificasse a Deus no próprio Egito, que não fosse tão longe, ou então ir sem as mulheres, sem os bens e crianças). Tais propostas não mostram um Faraó que estivesse temendo a Deus, mas um Faraó que estava temendo às pragas. Comportamentos similares ainda podem ser vistos em nossos corações, quando buscamos a Deus por conta de algum interesse prático e não por conta do próprio Deus.

Enfim, acredito que as pragas tinham um propósito duplo: além de mostrar aos egípcios quem era o Deus dos hebreus e assim responder a irônica pergunta de Faraó em Ex 5.2., as pragas serviram também como experiência histórica da ação divina para os próprios hebreus, que a partir de então tiveram elementos para perceber que o Deus de seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó também era o seu próprio Deus.

Para o próxima semana teremos o desfecho final das pragas com a celebração da Páscoa.

Até lá!




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Semana Teológica na Assembleia de Deus de Vila Perus começa nesta terça-feira

Começa na próxima terça-feira, dia 14, a 3ª Edição da Semana Teológica da Igreja Assembleia de Deus em Vila Perus, uma das sedes regionais ligadas ao Ministério de Perus.

O evento, promovido pela coordenação local da ETADEMP (Escola Teológica da Assembleia de Deus Ministério de Perus) acontece anualmente  e tem por objetivo promover reflexões sobre a importância do ensino bíblico de qualidade na igreja, bem como incentivar novas matrículas para o curso básico de teologia oferecido pela Escola.

Para este ano o tema geral escolhido para o evento foi: "A Igreja promovendo o ensino da doutrina cristã" (II Tm 3.15). As plenárias acontecerão entre os dias 14 e 18 de janeiro, sempre a partir das 19hs. Os palestrantes e seus respectivos temas serão:

Pr. Elias Cardoso - (Confira as fotos)
Tema: O papel da igreja na preservação da doutrina cristã.

Pr. Israel Januário da Fonseca
Tema: A Igreja e a importância do ministério do ensino.  

Ev. Caramuru Afonso Francisco (Portal EBD)
Tema: A Igreja e o ensino sobre a pessoa de Cristo

Ev. Fernando Cardoso
Tema: A Igreja e o ensino sobre a doutrina do Espírito Santo.

Pr. Geremias Tiófilo Pereira
Tema: A Igreja e o ensino sobre a doutrina da salvação

A Igreja Assembleia de Deus de Vila Perus está localizada à Rua Raphael di Sandro, 236 - Perus - São Paulo. 

A entrada é franca! 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Um libertador para Israel (Série Êxodo na Escola Dominical)


O terceiro capítulo do Êxodo é o capítulo da chamada de Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito.

Antes de chegar a este capítulo já temos algumas informações sobre Moisés que foram apresentadas nos capítulos anteriores: a maravilhosa história da preservação de sua vida quando criança, a surpreendente forma pela qual foi adotado pela filha de faraó, e uma característica que julgo fundamental para compreender sua personalidade, um coração voltado para o povo hebreu, que sabia ser de fato seu verdadeiro povo.

Quando lemos o relato da fuga de Moisés do Egito no final do capítulo 2, somos levados a reprovar por completo sua atitude. De fato, matar um egípcio não era a opção ideal para iniciar o processo de libertação do povo hebreu. Pfeiffer e Harrison comentam que: "Moisés apresentou-se ao seu povo como o seu paladino, mas os israelitas ainda não estavam prontos para a redenção, nem ele mesmo. "Seria por meio do cajado e não da espada – pela brandura e não pela ira de Moisés que Deus realizaria a Sua grande obra de libertação" (JFB). Atos 7:25 expressa este patético pensamento, "Ele cuidava que seus irmãos entenderiam". Assim, para além do erro de Moisés, este episódio mostra que nele existia um senso de justiça que era maior que as glórias de sua posição de filho da filha de faraó. Por isso, o escritor da carta aos hebreus afirma que sua fuga do Egito foi um ato de fé:

Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó,
preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou a desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível. (Hebreus 11.24-27 - NVI)

Temos aqui uma pista para conhecer um pouco mais do coração de Moisés. De acordo com o escritor aos hebreus, sua saída do Egito não foi motivada pelo medo, mas foi uma opção de Moisés de negar-se como participante das injustiças praticadas pelos egípcios contra os hebreus . Neste momento Moisés escolheu renunciar sua posição de membro da "família real" egípcia e tornar-se um fugitivo. Embora sua fuga fosse uma forma de preservar sua vida, parece que em seu mente ainda existia a esperança de que em algum dia a situação de seus irmãos melhoria, e que eles poderiam ver cumpridas as promessas feitas por Deus aos patriarcas, já que Moisés "via aquele que é invisível..." 

Em Ex. 3 passaram-se quarenta anos desde estes episódios todos. Moisés mora em Midiã, está casado, tem dois filhos, e exerce a função de pastor de ovelhas, algo muito distante das expectativas que haviam sido lançadas sobre ele quando ainda vivia no Egito.

Nestas circunstâncias Deus se manifesta a Moisés de forma surpreendente (penso que a revelação de Deus a Moisés na sarça ardente e tudo que o Senhor fala a respeito de si mesmo no decorrer do capítulo 3 é um tema que merecia uma lição específica...) e toca nos assuntos que tanto mexeram com o coração de Moisés décadas antes: o fim da escravidão dos hebreus.

Moisés apresenta um série de justificativas para não voltar ao Egito, dentre as quais a preocupação de que seus irmãos não o receberiam, de que não tinha as habilidades necessárias para falar ao povo, dentre outras... Deus, de modo gracioso responde a cada uma das indagações de Moisés e por fim ele volta ao Egito, agora muito mais maduro e humilde.

Penso que o versículo chave para entendermos o chamado de Moisés é Ex 3.7:  "E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores"

Por mais que admiremos a personalidade e o chamado de Moisés, não podemos nos esquecer que a principal preocupação de Deus foi com o povo que estava sofrendo. Este foi o primeiro assunto de Deus com Moisés. Aliás, Moisés só estava sendo chamado por causa da aflição do povo. A salvação do povo, e não a projeção de Moisés, era o principal interesse de Deus, já que por trás da preservação daquele povo estava o propósito maior de salvação da humanidade através do Cristo que nasceria entre os filhos de Israel nos séculos seguintes.

Assim, o chamado de Moisés tem muito a nos ensinar sobre nossa posição no reino de Deus. O Senhor só chama e levanta pastores, professores de EBD, ensinadores, cantores, obreiros... com o objetivo de edificar  alguém. O propósito principal de qualquer chamado é o de alcançar outros e não o de se projetar. Que tenhamos em nossa mente tal propósito.

Abraço a todos e todas.

Referências:
PFEIFFER, Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody - Vol 1. Editora Batista Regular. 


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito (Série Êxodo na Escola Dominical)

Não é possível começar o livro do Êxodo sem retomar o livro do Gênesis. Aliás, os cinco primeiros livros da Bíblia formam um conjunto bem entrelaçado sobre o surgimento e desenvolvimento inicial da nação mais citada na Bíblia: o povo de Israel.

Eugene Petersen faz uma analogia bem interessante sobre os cinco primeiros livros da Bíblia: em Gênesis Israel está sendo concebido, em Êxodo vemos seu nascimento e primeira infância, Levítico é o período da educação, enquanto Números é a sua adolescência, apenas em Deuterônomio é possível ver Israel já adulto.

Assim, em Êxodo acompanhamos a formação do povo de Israel. Um povo que nasce já trazendo preocupação ao maior império da época e por conta disso já nasce escravo. Em Êxodo vemos como este grupo de escravos, unidos pela força da tradição e das promessas divinas feitas a seus antepassados torna-se efetivamente  uma nação, com suas próprias leis e com seu próprio território (embora este território só viesse ser alcançado durante a liderança de Josué, após a longínqua peregrinação na deserto).

Compreender a origem e o nascimento da nação de Israel é fundamental para termos o pano de fundo sob o qual nascem as promessas de salvação da humanidade. Em resumo: Deus planejou salvar a humanidade, para tanto criou uma nação a partir de um único homem (Abraão). Esta nação foi agraciada com a missão de trazer ao mundo o salvador de toda a humanidade. Assim, conhecer a história de Israel significa conhecer todo o ambiente histórico, cultural e religioso em que o Cristo nasceria séculos depois. É como acompanhar passo a passo  alguém que será o portador de uma dádiva que beneficiará a todos (embora na época de Cristo, Israel não tivesse esta consciência, mas isto é assunto para outra postagem...)

Pois bem, em Êxodo surge um personagem fundamental para a história de Israel e que se tornará uma referência para os judeus: trata-se de Moisés, responsável por conduzir o povo em seu período de formação no deserto.

Em apenas 10 versículos (Ex 2.1-10) a infância de Moisés é narrada, em uma das mais belas do Antigo Testamento. Sob a iminência de ver seu recém nascido filho morto pela guarda de faraó, Joquebede decide colocar seu filho em um cesto de juncos.O cesto acaba sendo encontrado pela filha de faraó, que decide criar o menino como seu próprio filho. No entanto, acaba designando para a função de cuidar dele Joquebede, evidentemente sem saber que esta era a mãe do menino.

Assim, Moisés cresce na corte do Egito, mas amparado nos ensinos, na tradição e na fé de seu povo. Percebemos aí Deus atuando na história de um indivíduo e de uma nação mesmo em meio à complicada situação do povo de Israel diante do poder humano,representado neste momento no poderoso império egípcio. Nasceria assim o libertador da nação israelita, assunto que estudaremos na próxima semana...

Êxodo mostra a atuação divina de maneira evidente em momentos como a travessia do Mar Vermelho (que estudaremos na lição 5), mas também mostra a sua atuação de maneiras mais simples, mas que igualmente indica sua preocupação para com seu povo. Lembro-me de um detalhe destacado por Philip Yancey em um de seus textos: Êxodo preocupa-se em citar o nome das duas parteiras hebreias no capítulo 1 (Sifrá e Puá - Ex 1.15), mas não se preocupa em registrar o nome do faraó que governava o Egito na época. Assim, Êxodo permite-nos pensar sobre qual é a perspectiva de Deus ao olhar para a história da humanidade.

Abraço a todos e todas.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A mensagem do Natal em cordel


Para comemorar o natal segue um curioso e criativo vídeo contando a história do Natal em versos de cordel.  O texto é de autoria de Euriano Sales e o vídeo foi produzido pela Igreja Batista Central de Fortaleza/CE. 




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pensando rápido (2): Para quem não merece ser amado...





"O amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado. O amor de Deus cria o que vale a pena ser amado" 


Martinho Lutero (Reformador alemão) 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Usina 21: Jovens, ideias e transformação social! Dia 9 de Novembro no Mackenzie.


No próximo dia 9 de novembro acontecerá nas dependências da Universidade Mackenzie em São Paulo a 9ª edição do Usina 21, evento voltado à juventude cristã que tratará de temas diversos, com destaque especial ao eixo norteador: "Jovens, ideias e transformação social".

Os preletores principais serão Ed René Kivitz, Eugene Cho, Ziel Machado e Ariovaldo Ramos que discutirão o tema "a voz de Deus e a voz das ruas".

Haverá também palestras com Anna Penido, Leonardo Sakamoto e Antonio Carlos Costa.

No período da tarde estão programadas 40 oficinas temáticas nas áreas de Artes; Educação e família; Espiritualidade; Esporte; História; Juventude; Marketing, comunicação e designer; Ativismo social; Missões; Teologia;  Vocação, carreira e decisões; além de intervenções artísticas. (veja a lista completa de oficinas clicando aqui)

Na ocasião estarei ministrando uma oficina sobre pentecostalismo. Meu irmão, Alex Fajardo, falará sobre evangélicos e política. Mais informações podem ser obtidas no site do evento. O valor da inscrição é R$ 10,00.

Para conhecer o que aconteceu em uma das edições anteriores do Usina 21 clique aqui



terça-feira, 5 de novembro de 2013

O livro do Êxodo será o assunto da Revista de EBD da CPAD para abrir 2014

A CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) divulgou no último final de semana o tema de sua revista de EBD para Jovens e Adultos para o 1º Trimestre de 2014: trata-se do livro do Êxodo. O comentarista é o veterano pastor Antonio Gilberto

Embora o nome do livro do Êxodo não esteja presente na capa da lição (optou-se por: uma jornada de fé, a formação do povo de Israel e sua herança espiritual), as treze lições tratarão de aspectos apresentados no livro.  A capa da lição, com uma representação da abertura do Mar Vermelho faz referência ao início da jornada de fé (e de dúvidas também) do povo de Israel pelo deserto. Destaque especial será dado à figura de Moisés.

O estudo do livro do Êxodo é fundamental para a compreensão dos demais livros do Antigo e do Novo Testamento. Ali a nação de Israel, que fora gerada no livro do Gênesis efetivamente nasce. Conhecer a formação deste povo é essencial para o entendimento de toda a narrativa histórica das Escrituras.




LIÇÃO 1: O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito
LIÇÃO 2: Um libertador para Israel
LIÇÃO 3: As pragas Divinas e as propostas ardilosas de faraó
LIÇÃO 4: A celebração da primeira páscoa
LIÇÃO 5: A travessia do Mar Vermelho
LIÇÃO 6: A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai
LIÇÃO 7: Os dez mandamentos do Senhor
LIÇÃO 8: Moisés - Sua liderança e seus auxiliares
LIÇÃO 9: Um lugar de adoração a Deus no deserto
LIÇÃO 10: As leis civis entregues por Moisés aos Israelitas
LIÇÃO 11: Deus escolheu Arão e seus filhos para o sacerdócio
LIÇÃO 12: A consagração dos sacerdotes
LIÇÃO 13: O legado de Moisés

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pensando rápido: A escrivaninha e a mesa



"Quando os discípulos de Cristo participavam da Última Ceia, temos a impressão de que eles confundiram a mesa do Senhor com uma escrivaninha. Diante da mesa nossa preocupação deve ser a de servir, diante da escrivaninha, a preocupação é sobre quem manda mais" 

(Pr. Ziel Machado - historiador e pastor metodista) 

sábado, 21 de setembro de 2013

A reciprocidade do amor cristão (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 4.10-13

Neste trecho da carta aos filipenses está o versículo que é sem dúvida o mais conhecido de toda a epístola: "Tudo posso naquele que me fortalece". Na lição desta semana será possível estudar mais a fundo o contexto no qual está inserida esta expressão, repetida constantemente em púlpitos de todo o país.

No último domingo em nossa Escola Dominical, um de nossos professores, Pr. Nelson Rodrigues, fez uma observação bastante significativa a respeito do estudo das cartas de Paulo. Ele disse que ao estudarmos a lição da EBD é necessário entender que o texto bíblico poderá ter quatro interpretações diferentes: a que Paulo tinha em mente quando escrevia, a do comentarista da revista de EBD, a do professor que prepara a aula, e a do aluno que participará da aula. Ou seja, para compreendermos o texto é preciso antes de tudo tentarmos nos colocar no lugar de Paulo e imaginar seu objetivo em escrever a carta, depois tentarmos imaginar a reação dos filipenses ao recebê-la e então pensarmos na forma como temos lido este texto na atualidade.

Pois bem, como já tivemos a oportunidade de estudar, a carta aos filipenses é na realidade um "recibo" que  Paulo está entregando aos filipenses, já que é a resposta do apóstolo ao presente recebido dos irmãos de Filipo por intermédio do irmão Epafrodito (que inclusive quase morreu enfermo durante a viagem). S.E. McNair chama a carta de "o mais belo recibo de toda a literatura". Nela, Paulo agradece aos irmãos pela preocupação que tiveram para com ele e demonstra sua sincera alegria por este ato.

Na realidade, a alegria de Paulo não está no valor monetário em si da oferta recebida, mas no fato de perceber que os filipenses haviam se lembrado e realmente se preocupado com ele, demonstrando assim um dos frutos da atuação da graça divina na comunidade.

Quanto à sua condição, Paulo afirma que já tinha aprendido a adaptar-se a qualquer circunstância, sabendo como agir tanto quando tinha em abundância, quanto nos períodos de escassez. Um detalhe importante nesta declaração é que o sentimento de contentamento pode ser aprendido, ou seja, não é inerente à nossa natureza, mas pode ser desenvolvido a partir das nossas experiências diárias. Neste momento da argumentação de Paulo surge o famoso versículo: "tudo posso naquele que me fortalece"

Muito mais que uma frase triunfalista muitas vezes usada para tentar justificar biblicamente nossos projetos pessoais, a frase "tudo posso naquele me fortalece" aponta para a total dependência divina em qualquer tipo de circunstância da vida.

Enfim, o texto de hoje mostra a relação entre um líder religioso, uma comunidade de fiéis e o dinheiro. No entanto, nesta relação o dinheiro não ocupa a posição principal, pelo contrário, torna-se uma das expressões da confiança e da cuidado mútuo entre o líder e suas ovelhas. Tal relação só é possível de ser alcançada por intermédio da aprendizagem contínua.

Sei que em uma sociedade consumista como a nossa uma das coisas mais difíceis para se aprender é a criação de vínculos como este, onde não há interesses egoístas envolvidos, mas apenas a preocupação com o outro. Mas, penso que se aprendemos a ser consumistas, também podemos aprender a ser altruístas. Sim, podemos! Tudo podemos naquele que nos fortalece!

Abraço a todos e todas

Referências: 
McNAIR, S.E. A Bíblia Explicada. 4ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997


sábado, 7 de setembro de 2013

Ide por todo o mundo...(em áudio) - Mc.16.9-20

Compartilho hoje mensagem que ministrei no último domingo, dia 1º de Setembro na Igreja Assembleia de Deus de Vila Perus, por conta da manhã Missionária. O texto chave-foi Mc.16.9-20, com destaque para os versículos 15 e 16: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado".



Para ouvir ou baixar a mensagem CLIQUE AQUI

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A alegria do salvo em Cristo (série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 4.1-7


"Alegrai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo: alegrai-vos" (Fl 4.4)

Para mim é impossível falar deste texto bíblico sem me lembrar do comentário que tantas vezes ouvi do Pr. Israel Januário da Fonseca, da Assembleia de Deus de Perus, que ao falar da alegria cristã costuma dizer de forma bem humorada, como lhe é característico:

"Sabemos que quando Paulo escreveu este versículo ele estava preso. Assim, imagino que quando ele estava escrevendo a expressão 'alegrai-vos sempre no Senhor', um soldado romano que o vigiava tenha lhe dito: 'Paulo, olhe sua situação! Você está preso e corre o risco de ser condenado à morte e ainda diz para que eles se alegrem?' Paulo então olha para o soldado e sem falar nenhuma palavra escreve: 'outra vez digo, alegrai-vos!' 

Não é nosso interesse aqui discutir se foi exatamente desta forma que Paulo escreveu Fl 4.4, mas destacar que esta forma de entender o versículo mostra que a alegria cristã é a melhor forma de reagir às adversidades da vida. Assim, cabe a nós destacar o que é esta alegria, que aliás é um tema presente em todos os capítulos de Filipenses (como já destacamos em outra postagem), que é, sem sombra de dúvida, a carta mais alegre de Paulo.

A alegria cristã não está condicionada a algum momento de satisfação, embora seja possível encontrar tais momentos em meio à adversidade. A primeira palavra que me vem à mente quando penso no conceito de alegria tal qual apresentado por Paulo é "satisfação". Ter a alegria do Senhor significa estar satisfeito com ele. Ou seja, saber que independente do que possamos perder enquanto aqui vivermos, jamais perderemos o mais importante, que é o amor de Deus por nós. Tal convicção nos dará condições de nos alinharmos em meio às desalinhadas circunstâncias da vida. Estar alegre significa não sentir falta daquilo que é mais importante. Significa estar certo de que o amor de Deus é suficientemente grande para suprir nosso coração daquilo que nos falta.

No contexto da carta de filipenses, antes de falar sobre alegria, Paulo procura resolver um problema prático envolvendo duas personagens de destaque na igreja, as irmãs Evódia e Síntique. Ambas estavam em desavença por algum motivo desconhecido. Para procurar resolver o problema o apóstolo não se posiciona a favor ou contra nenhuma delas, mas reconhece o valor que ambas tinham no contexto de proclamação do Evangelho na cidade. Como destaca Werner de Boor, diferente do que  se possa se imaginar, a menção a estas irmãs indica a importância que as mulheres tinham na Igreja Primitiva: "Evódia e Síntique não estavam – como uma interpretação unilateral de 1Co 14.34s e 1Tm 2.11s tenta impor a todas as mulheres no cristianismo – condenadas às panelas, mas tinham serviços importantes a realizar na igreja. Chegaram a estar lado a lado com Paulo 'no evangelho'! Como gostaríamos de saber mais detalhes!"

Nos versículos seguintes Paulo relaciona a alegria cristã a outro tema de central importância na vida cristã: a oração. Mas, falaremos mais sobre estes versículos em nossa próxima postagem.

Abraço a todos e todas!


sábado, 31 de agosto de 2013

Os inimigos da cruz de Cristo (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.17-21

Para o trecho a ser estudado esta semana Paulo está retomando um assunto que já havia apresentado no início do capítulo 3: a suposta superioridade que os judaizantes sentiam ter sobre os demais. Confiando em sua "vida religiosa autêntica" e na preservação dos rituais da lei de Moisés, estes eram perigosas influências para a igreja de Filipos.

Por outro lado, havia também o perigo daqueles que viviam apenas para satisfazer os próprios deleites e usavam argumentos religiosos para se defender: "não há nada de bom na carne, mas enquanto estou preso nela devo satisfazê-la".

Para combater os dois grupos Paulo desenvolve duas ideias. 

A primeira delas é que o Evangelho se baseia principalmente na prática cristã. Ou seja, todo o nosso discurso deve ser confirmado por atitudes que sejam adequadas ao conteúdo do Evangelho. Por isso o apóstolo diz: "Sede  meus imitadores". Ou seja, mesmo plenamente consciente de suas próprias limitações, Paulo estava seguro de estar dando um bom exemplo de como seguir a Cristo. 

Na semana passada discutimos este versículo na reunião de professores de EBD em nossa Igreja, tentando argumentar que Paulo não estava sendo arrogante ao se colocar como exemplo para igreja de Filipos. Foi quando um de nossos professores (Pb. Eric Nascimento) disse o seguinte: "sou pai e sei que não sou perfeito, mas posso chegar para o meu filho e dizer: filho, se você quiser ser um homem de caráter siga o exemplo do seu pai. Faça as mesmas coisas que eu faço e você se dará bem na vida". Paulo tinha convicção de que estava no caminho certo e não se envergonhava de admitir isto, portanto, ele não era movido pela arrogância, mas pelo cuidado para com seus filhos na fé.

Em segundo lugar Paulo diz que toda vez que empenhamos as nossas forças para alcançar algo efêmero, estamos caminhando na contramão da mensagem da cruz. Se nossa glória é a satisfação de nosso próprio ego e nos julgamos o centro das atenções (como acontecia com os judaizantes), automaticamente nos tornamos inimigos da cruz, já que sua mensagem é a de que devemos renunciar a nós mesmos. A cruz nos convida à renuncia! A Cruz nos nos apresenta um caminho de glória que começa no auto-esvaziamento! A cruz nos convida a diminuir!

Que Deus nos guarde de colocar nossas pretensões à frente da cruz a acharmos que dela não mais precisamos. 

Abraço a todos e todas. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A suprema aspiração do crente (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.12-16

Se pedíssemos a um artista atual que desenhasse em uma figura simbólica o que representa “o cristão” – que imagem o artista escolheria? Que impressão tem ele da “essência” dos cristãos de hoje? Talvez ele desenharia o “ouvinte” ou uma mulher que sentada de mãos postas diante de uma Bíblia aberta.
Dificilmente ele lembraria uma imagem que para Paulo na verdade era a imagem apropriada de um “cristão”: a imagem de um desportista no estádio! O próprio Paulo se via nessa imagem. Qualquer interpretação e aproveitamento do presente trecho, portanto, precisa acontecer de tal maneira que essa imagem do cristão fique explícita. (Werner de Boor)

No trecho que estudaremos esta semana o apóstolo Paulo está falando sobre motivação cristã. Na realidade ele está dando continuidade à ideia que começou a desenvolver nos versículos anteriores, quando falava da motivação dos maus obreiros, que eram impelidos pelo desejo de reconhecimento pessoal e inspirados por uma religiosidade vã.

Depois de falar sobre as motivações inúteis dos judaizantes, Paulo fala da verdadeira motivação, daquilo que o inspirava a prosseguir, e que deve ser o alvo último da vida de cada cristão.

Duas expressões podem sintetizar a ideia deste texto. A primeira delas é "conhecer a Cristo, como dele sou conhecido". Por mais que a salvação já esteja garantida para aqueles que aceitaram a oferta gratuita de Cristo na cruz, há uma dimensão da vida cristã que consiste em aproximar-se de Deus e tornar-se cada dia mais íntimo de sua presença. Significa caminhar com ele, fazê-lo participante  de cada um dos departamentos da nossa vida. Como reiterado por Myer Pearlman no comentário de nossa lição, conhecer a Cristo não significa apenas saber quem ele é, mas ter uma relação de proximidade com ele, significa ter histórico de convivência com o Criador.

Há pessoas que estão juntas todos os dias e não se conhecem de fato. Há pessoas casadas que não sabem muito a respeito de seu cônjuge! Há também cristãos que não sabem muita coisa a respeito de seu Deus, embora possam ter um conhecimento teórico muito grande da teologia cristã.

Paulo sabia que nunca iria conhecer a Cristo tão bem quanto Cristo o conhecia (lembre-se que a primeira vez que Paulo teve contato com Cristo, no caminho de Damasco, Jesus já tinha a "ficha completa" dele e revelou conhecer detalhes que nem o próprio Paulo conhecia). Para este propósito, utilizava a mesma força que anteriormente usara para perseguir aos cristãos. Ele empenhava todas as suas forças não para se tornar um religioso exemplar, mas para conhecer a Cristo: eis o maior triunfo da vida cristã!

Para tanto, a exemplo do corredor em um estádio, o apóstolo não olhava para trás, mas seguia para o alvo. Assim, compreendemos que é possível perder-se no meio da caminhada cristã quando focamos algo que não é Cristo. Eis a preocupação de Paulo com relação aos filipenses: de que eles fossem "engolidos" por preocupações que os afastassem de Cristo (no capítulo 4 o tema aparecerá de novo, quando a carta tratará do tema ansiedade).

A segunda expressão central no texto é "o prêmio da soberana vocação". Se conhecer a Cristo é o supremo alvo do cristão e o maior privilégio que se pode ter em vida, o que se dirá de ser semelhante a Cristo?! O prêmio da soberana vocação é ser participante da mesma natureza que o próprio Cristo. É ter um corpo glorificado, como ele tem:

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.
(1 Jo 3.2-3)

Que alimentemos esta esperança! 

Veja também: 

Referências: 
BOOR, Werner de. Carta aos efésios, filipenses e colossenses: Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Espernça, 2006.
PEARLMAN, Myer. Epistolas paulinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1998. 


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Profetiza, filho do homem! (em áudio)

Compartilho hoje arquivo em áudio da mensagem ministrada ontem (19/08/2013), na Igreja Assembleia de Deus de Vila Perus em São Paulo/SP.

O texto-chave foi Ez 37.1-14, a famosa "visão do vale de ossos secos". A mensagem nasceu a partir de um texto que postei aqui no blog no mês de maio.


Para ouvir ou baixar a mensagem CLIQUE AQUI

Para ler o texto CLIQUE AQUI

sábado, 17 de agosto de 2013

A atualidade dos conselhos paulinos (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.1-11

Chegamos ao terceiro capitulo de filipenses! Neste ponto aparece que Paulo estava pronto para concluir a carta quando escreve: "Finalmente irmãos, alegrai-vos no Senhor!" 

No entanto, parece que ele se lembra de algo, ou alguma circunstância específica que lhe aconteceu enquanto elaborava a carta lhe faz escrever mais algumas linhas (Epafrodito teria lhe informado de alguma situação específica que o preocupava em Filipos? Paulo teria se lembrando do problema que já estava acontecendo em outras igrejas e decide incluir o assunto na carta antes de concluí-la? Estas são apenas algumas especulações). De fato, o assunto não poderia ficar de fora: trata-se do problema causado pelos maus obreiros.

Em suma, Paulo está fazendo referência àqueles que de uma forma legalista queriam colocar sobre os filipenses um fardo pesado demais para carregar, dizendo que o cristão, para efetivamente agradar a Deus deveria guardar todos os mandamentos da lei.

O problema dos que assim pregavam não era apenas o fato de compreenderem equivocadamente a relação entre a lei e a graça, mas também de se julgarem superiores aos demais pelo fato de serem fiéis guardadores da lei. Por isso, Paulo os chama de "cães", uma referência aos aproveitadores da fé alheia (note que na época o cão não era um animal domesticado como é hoje, ele efetivamente não era o "amigo do homem"). Paulo entendia que para tais pessoas o orgulho de ser judeu e assim ter "autoridade" para doutrinar os demais era seu maior triunfo.

Assim, Paulo fala um pouco de si mesmo (não para se vangloriar, mas para apresentar um pouco de sua experiência pessoal sobre o assunto). O apóstolo mostra que, se fosse seguir a lógica destes maus obreiros,  teria motivo de sobra para vangloriar-se: era um judeu legítimo, e não um prosélito convertido ao judaísmo, tinha condições de dizer de qual tribo pertencia (no caso, da tribo de Benjamim, de onde veio o primeiro rei de Israel, Saul, cujo nome "Saulo" faz referência em forma de homenagem), tinha sido não apenas fariseu, mas um dos melhores de sua época, já que foi discípulo de Gamaliel, uma dos rabinos que marcou sua época. Enfim, quando se tratava de judaísmo, Paulo tinha credenciais que poucos judeus teriam (será que os judaizantes que Paulo critica aqui teriam credenciais semelhantes?). No entanto, em determinado momento da vida Paulo encontrou algo mais importante do que tudo que já tinha conquistado em sua carreira religiosa: Cristo.

Para ter a Cristo Paulo teve que abrir mão de todo o seu  passado como fariseu, todo o prestígio que tinha conquistado como rabino, todos os benefícios acumulados pela sua singular história, simplesmente para ser considerado um dos seguidores de Cristo e para ser identificado como um dos seus filhos. De fato, não foi nada fácil para Paulo desfazer-se de sua condição destacada no judaísmo. Ele teve que anular-se completamente em sua carreira religiosa e ser visto como um inimigo, de perseguidor virara perseguido, de cima do cavalo no caminho para Damasco sair escondido dentro de um cesto na mesma cidade.

Sim, Paulo teve que deixar tudo para seguir a Cristo, e agora, preso em Roma chegou à conclusão de que tudo valeu a pena e de que todas aquelas coisas que tanto valorizou no passado, embora tenham sido úteis para fazê-lo conhecer a Cristo, não lhe faziam mais falta alguma!

Sem dúvida, qualquer um dos judaizantes que poderiam trazer problemas para os filipenses "daria de tudo" para alcançar a posição que Paulo tinha no passado quando era fariseu. No entanto, quando conheceu a Cristo, Paulo percebeu que todas aquelas coisas nada representavam quando comparadas ao privilégio de pertencer a Cristo, tema que será desenvolvido no comentário da próxima semana.

Assim, concordo com o título da lição da CPAD desta semana, de que os conselhos de Paulo são atuais. Sim, são atualíssimos! Ainda hoje existem líderes religiosos que batalham para fazer prevalecer seu poder e para mostrarem-se melhores do que os outros por supostamente terem alguma vantagem diante de Deus, como se algo os diferenciasse diante do olhar do Altíssimo.

No entanto, na presença de Deus todos estamos "desarmados", dependendo única e exclusivamente de sua graça para poder chegar até Cristo e conhecê-lo. Paulo aprendeu isto e se admirava de ver pessoas empenhando suas vidas em algo efêmero, mas que se revestia do manto de religiosidade.

Para encerrar meu comentário, lembro-me da parábola contada por Jesus sobre a pérola de grande valor. Para tê-la o sujeito teve que se desfazer de tudo, e acabou desfrutando do melhor tesouro que poderia ter. Que aprendamos com o Mestre:

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas.Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou". (Mt 13.45-46)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Jesus começou, nós continuamos (em áudio)

Compartilho hoje arquivo em áudio da mensagem que preguei ontem, dia 11 de agosto, na Igreja Assembleia de Deus do Alto do Russo (bairro de Perus - São Paulo/SP), pastoreada pelo Pr. Gedaia de Souza. Os dois textos-chave foram: At 1.1-2 e Lc 4.16-19.



Para ouvir ou baixar a mensagem, CLIQUE AQUI


Abraço a todos e todas!