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sábado, 1 de junho de 2013

Nisso pensai

O texto a seguir é uma reflexão elaborada pelo meu amigo Fernando Cardoso, baseada em Fl 4.8 e na parábola do Filho pródigo: 


Por Fernando Cardoso*


Se déssemos a nós muito mais tempo no “pensar” teríamos mais o que falar, ou não falar, ou falar só o necessário. Pensar segundo o dicionário sugere: Formar idéias, refletir, raciocinar, ser de parecer, tencionar, imaginar, julgar, fazer curativo.

Pensar hoje seria alcançar o desejo de no minimo pensar como Deus pensa. E para isto temos as Escrituras. Alguém poderia dizer que Deus disse que “seus pensamentos sãomais altos do que os vossos pensamentos” É por isso que estamos aqui, porque é o encontro dos nossos pequenos conceitos, pequenos pensamentos, pequenas imaginaçoes, ou porque não dizer de nossas pequenas opiniões, onde neste encontro CURAS NO PENSAR são necessárias.

Quando somos curados de mente, que é o coração a sede da vontade, dos desejos, das intençoes, estamos guardando o que é de principal em nosso ser. Salomão pensou e escreveu Pv.4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”

Há alguém que nunca ouviu falar da Parabola do Filho Prodigo? Em Lc.15:11-32 Temos como personagens centrais PAI e seus dois filhos. O que aconteceu? O filho mais novo resolveu sair de casa com a sua herança e o mais velho ficou. O tempo passou e o filho mais novo reconhece seu erro e resolve voltar para casa, seu Pai o recebe e faz uma grande festa com o seu retorno. A historia poderia terminar aqui com todos felizes celebrando a volta do FILHO PRODIGO.

Lc.15:25-30 (LER) Temos o costume de olhar para uma situação é apontar, centrar nossa atenção naquilo que chama mais nossa atenção.

· Para alguns o que fez o Filho Prodigo merece atenção extrema

· Para alguns o que fez o PAI merece uma imitação necessária.

· Para mas o que fez o IRMÃO mais velho quase passa de nossa atenção.

Para tanto iremos traçar tres pontos nesta mensagem:

1. QUAIS AS ATITUDES DO PAI PARA COM O FILHO QUE FICOU?

a) Ele não fez proposta para o filho também ir embora

b) Ele deixou o filho servir

c) Ele buscou passar a sua alegria pelo seu filho que voltou

d) Ele buscou trazer consciência do que é uma ressurreição no coração, pois seu filho já estava morto.

e) Ele buscou mostrar como que a chance de alguém perdido um dia pode voltar

2. O QUE VEMOS DO IRMÃO MAIS VELHO EM RELAÇÃO AO IRMÃO QUE VOLTOU?

a) Ele ouviu a musica

b) Ele chamou um funcionario

c) Ele ouviu que era seu irmao

d) Ele não considerava o seu irmão fazia tempo.

3. O QUE PODE TER PENSADO O IRMÃO QUE VOLTOU DO IRMÃO QUE FICOU?

a) Apesar de tudo o que fiz sei quem me ama: Meu Pai.

b) Quanto a meu irmão, minha consciência está tranquila; pois contra meu Pai que pequei.

c) Aprendo que não são todos os que participam da mesma alegria.

d) Importa que tenho uma outra chance em casa e minha missão é conviver com o meu irmão.

e) Não posso deixar a festa acabar, ainda que alguém queira que acabe.

f) O que meu pai não deu foi uma festa particular, ele deu uma festa do retorno.

g) O desprezo de meu irmão serve para que eu não faça o mesmo, se um dia ele venha erra.

h) Mais vale estar na casa de meu pai e convivendo com as indiferenças de meu irmão do que longe.



*Fernando Cardoso é evangelista na Igreja Assembléia de Deus. Há vários anos desenvolve trabalhos com adolescentes, além de ser professor nato de Escola Bíblica Dominical. É colaborador de nosso blog e mantêm um blog próprio o "Fala, Fernando Cardoso


Veja também: 

Corre! por Fernando Cardoso

#Podcast 03: Os dois filhos

terça-feira, 14 de maio de 2013

#Podcast 03: Os dois filhos


No player abaixo você acompanha uma breve reflexão baseada na conhecida parábola do filho pródigo. Fique a vontade para ouvi-la, e se quiser, deixar seus comentários. 

Ouça aqui: 




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

#Podcast 02: Qual era a ovelha?


O ser humano tem o "vício" de classificar as pessoas. Quem já não se sentiu menosprezado ao ser comparado com outra pessoa considerada melhor?
 Nossa sociedade é "expert" na "arte" de excluir pessoas. 
O problema da exclusão foi abordado nos ensinamentos de Cristo? 
O que Jesus pensava a respeito do assunto? 
No podcast a seguir falamos sobre o tema em poucos minutos. 
Para ouvir basta clicar no player:  

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bonita, mas vazia!





Uma expressão usada por Jesus me chamou bastante atenção. Para falar da incredulidade dos fariseus, o Mestre propõe uma parábola: quando um espírito maligno deixa um homem, anda por lugares áridos, buscando refúgio e não o encontra. Então decide voltar para a casa de onde havia saído e a encontra varrida e adornada. Em seguida, traz sete espíritos piores do que ele para ali habitarem também. A conclusão de Cristo é clara: o último estado deste homem é pior que o primeiro.

Jesus acabara de libertar um homem de um demônio que o deixava cego e mudo. Os fariseus presentes na ocasião insinuaram que a autoridade de Cristo em libertar o homem não era divina, mas provinha de Belzebu, o príncipe dos demônios. A pequena ilustração foi um dos comentários de Cristo diante do acontecido, uma clara crítica à reação dos fariseus, que naquele momento representavam a religião oficial de Israel, diante da libertação do endemoniado. A casa citada por Jesus é uma referência àqueles lideres religiosos. Mas o que Cristo quis dizer em compará-los a uma casa varrida e adornada?

Não parece ser uma crítica dizer que alguém está com seu interior varrido e bem arrumado.

A crítica está em outra característica da casa: apesar de arrumada, ela se encontra desocupada. Jesus sempre fez questão de mostrar que os fariseus possuíam todas as ferramentas necessárias para compreender que Ele era o Cristo. Por diversas vezes atentou para o fato de que as Escrituras apontavam para si próprio e sua missão.

No entanto, a maioria dos fariseus e saduceus jamais foram capazes de discernir esta verdade no Livro da Lei e nos Profetas que tanto veneravam e defendiam. Mesmo se sentando na cadeira de Moisés e declarando-se filhos de Abraão, não conseguiram enxergar o Profeta apontado por Moisés e alvo da fé de Abraão. O pecado dos fariseus não estava em sua falta de conhecimento da Lei, eles a conheciam bem: discutiam constantemente os 613 mandamentos da Torá, argumentavam sobre as diferentes escolas rabínicas e suas interpretações das minúcias da Lei, a história de Israel era matéria básica para eles. Definitivamente, seu problema não era de acesso às Escrituras. O seu problema também não era com a falta de zelo para com esta Lei, pois procuravam mostrar a todos o quanto estavam dispostos a cumpri-la até mesmo em seus mais rudimentares detalhes. Em certa ocasião Jesus aconselhou seus ouvintes a estarem atentos aos ensinos dos fariseus, embora não devessem copiar seu comportamento.

Os fariseus criam que sua casa estava em ordem. Por serem respeitados como intérpretes da Lei, acreditavam que seu interior estava bem varrido e adornado, já que oravam, jejuavam e procuravam praticar a justiça aos olhos de todos.

Mas do que adianta adornar uma casa que está vazia? De nada adianta enfeitar uma sala onde ninguém se assentará ou preparar uma cama onde ninguém dormirá. O cuidado com uma casa é justificado em função de quem nela habita ou de quem a visitará, uma casa abandonada não precisa ser arrumada se for continuar abandonada.
Esta era a espiritualidade dos fariseus: a rejeição do verdadeiro Deus manifestado através de Cristo tornava sem sentido as orações, jejuns, esmolas e todas as outras práticas efusivamente proclamadas por eles. A casa estava adornada e varrida pelo conhecimento da Lei e adornada pela pratica piedosa, mas estava desocupada. O Deus que deveria ser agradado pelo asseio doméstico do coração estava ausente e seu lugar estava vago.

O problema maior vem depois: a casa vazia é um convite para que um indesejável morador a ocupe e traga consigo sete piores do que este. Jesus procurou mostrar que, mesmo sendo religiosos respeitados, a atitude dos fariseus em rejeitá-lo abria espaço em seus corações para uma série de sentimentos malignos que os transformariam em pecadores piores que aqueles que tanto criticavam.
Jesus pregava para “publicanos, e pecadores” e recebia duras críticas por isto. Estes eram personagens com a casa desordenada e suja. Porém, demonstraram o desejo de limpá-la, organizá-la e habitá-la. Neste sentido é que entendemos porque meretrizes e pecadores precederiam mestres da Lei no reino dos céus. O convite de Jesus: “deixe-me pousar em sua casa”, era atendido por publicanos como Zaqueu, enquanto fariseus limpavam uma morada vazia.